Pipoca servida com queijo e amendoim é tradição em Mogi das Cruzes 🍿 Quem pede pipoca nas ruas de Mogi das Cruzes dificilmente recebe apenas o milho estourado com sal. Na cidade da Grande São Paulo, o pacote costuma vir recheado com vários acompanhamentos além da pipoca. A iguaria de rua é tradicionalmente servida "completa". A mistura pode levar: 🧀Queijo parmesão frito; 🥔Batata chips; 🥜Amendoim torrado; e, em algumas versões, 🥓bacon. A pipoca já sai completa direto do carrinho e, muitas vezes, os pipoqueiros dizem que só conseguem vender assim. ➡️ O Dia Nacional da Pipoca é celebrado nesta quarta-feira (11), e o preparo do alimento varia em diferentes regiões do Brasil. Para o João Carlos, conhecido como Edu Pipoca, não vale a pena trabalhar sem os tão amados acompanhamentos. “Se não tem queijo, o pessoal nem quer. Não vale nem a pena ficar na rua. É melhor ir embora.” 👨 Edu vende pipoca na região central de Mogi das Cruzes desde a década de 1990 e diz que a receita sempre foi assim. “Casei em 1991 e logo em seguida fui ajudar meu sogro no carrinho de pipoca dele como auxiliar. Desde sempre fazemos com queijinho, amendoim e batata. E antes ainda era tudo feito à mão”, explicou. Carrinho de pipoca / Edu Pipocas Mogi das Cruzes g1 / Cauê Adamuz Ele lembra que, no início, o trabalho era intenso, porque todos os acompanhamentos eram preparados no mesmo dia. “Dava até calo na mão pra fazer tudo.” Hoje, Edu compra o queijo cortado, o amendoim torrado e a batata pronta. 🧀 E o tipo de queijo escolhido não é por acaso não, viu? O parmesão é usado por ser naturalmente mais duro e, ao ser frito, mantém o formato sem esfarelar ou derreter completamente, como aconteceria com outros queijos. Além disso, o manuseio desse ingrediente exige cuidado. Como o parmesão passa por um processo de cura com muito sal, o pipoqueiro precisa equilibrar o sabor da mistura. Queijo parmesão para pipoca João Carlos / Cauê Adamuz Para Edu, a pipoca é mais que um aperitivo gostoso para comer enquanto assiste um filme. Ela representa uma história de família que atravessa gerações. O pipoqueiro herdou o negócio do sogro, que vendeu pipoca nas ruas de Mogi das Cruzes por mais de 20 anos. “Meu sogro vendia pipoca desde muito tempo no antigo parque municipal. Na época, em 1976, ia para lá aos fins de semana com a kombi e ficava o dia inteiro. Com o tempo ele saiu do parque e veio vender na praça do Carmo.” Antigo Parque municipal de Mogi das cruzes Reprodução / Fotos Antigas Alto Tietê / Robson Shimizu Ele conta, que na época, a praça era um dos melhores pontos de venda da cidade. "A praça era como se fosse uma rodoviária. Até que meu sogro foi pegando com uma certa idade e não conseguia mais ficar muito tempo e vinha ajudar ele". Com a ajuda quase diária, Edu passou a gostar do trabalho. Depois de pouco mais de dois anos como auxiliar, comprou o primeiro carrinho e começou o seu próprio negócio. Mas a tradição da família com a pipoca é ainda mais antiga. "A mãe dele [do sogro] que passou o negócio para ele e um irmão, que não ficou no nosso ramo. Ela passou anos vendendo pipoca em frente ao Coronel Almeida [escola municipal]". Hoje, Edu mantém o legado com dois carrinhos que conquistou depois de estourar muito milho: um na Praça do Carmo, em Mogi das Cruzes, e outro usado para atender eventos. Pipoca com queijo e amendoim de Mogi das Cruzes g1 / Cauê Adamuz E delivery de pipoca você já viu? Para muita gente, a pipoca está associada aos carrinhos em frente ao teatro, ao cinema ou na saída da escola. Mas, para os pipoqueiros Genésio da Silveira e Marisa do Carmo, a história é um pouco diferente. Depois de mais de 20 anos com um carrinho em frente a uma universidade em Mogi das Cruzes, Genésio precisou buscar uma alternativa e passou a vender pipoca por delivery. “Trabalhei com carrinho em frente a faculdade por muito tempo. Em 2020, com a chegada da pandemia, parou tudo e a quarentena bateu na porta. Como tinha sobrado material, a gente resolveu fazer em casa e já estamos assim há 6 anos.” contou. O que seria uma solução provisória acabou virando o principal negócio do casal. Pipoqueiro Genésio e sua esposa Marisa do Carmo Arquivo pessoal / Marisa do Carmo “É mais prático e muito mais à vontade. A cozinha sempre está limpa e estouro a pipoca na medida que o pessoal vai pedindo, sem precisar ficar lá no ponto o dia inteiro. Eu faço a pipoca e minha esposa sai de carro para entregar, mas às vezes o pessoal vem buscar aqui em casa também” Genésio também ampliou as opções de acompanhamento. “Aqui sempre vendeu com queijo, amendoim e batata. Mas faz um tempinho que vendo com o bacon, fazia desde o carrinho. A tendência vai se modificando com a época e vamos nos adaptando.” explicou. Ele conta que é dificil alguém pedir pipoca sem os acompanhamentos. “O pedido é sempre completo, com tudo. Queijo, bacon, amendoim e batata. Mando em um saco plástico grande para render bem! ” "Tem gente que passa e pega pipoca até para ir no cinema, é mais barato e muito mais completo." Pipoca com queijo, amendoim, batata chips e bacon Reprodução / Marisa do Carmo Ramos Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê
Em Mogi das Cruzes, pipoca vai além do milho e leva queijo, batata e amendoim
Escrito em 11/03/2026
Pipoca servida com queijo e amendoim é tradição em Mogi das Cruzes 🍿 Quem pede pipoca nas ruas de Mogi das Cruzes dificilmente recebe apenas o milho estourado com sal. Na cidade da Grande São Paulo, o pacote costuma vir recheado com vários acompanhamentos além da pipoca. A iguaria de rua é tradicionalmente servida "completa". A mistura pode levar: 🧀Queijo parmesão frito; 🥔Batata chips; 🥜Amendoim torrado; e, em algumas versões, 🥓bacon. A pipoca já sai completa direto do carrinho e, muitas vezes, os pipoqueiros dizem que só conseguem vender assim. ➡️ O Dia Nacional da Pipoca é celebrado nesta quarta-feira (11), e o preparo do alimento varia em diferentes regiões do Brasil. Para o João Carlos, conhecido como Edu Pipoca, não vale a pena trabalhar sem os tão amados acompanhamentos. “Se não tem queijo, o pessoal nem quer. Não vale nem a pena ficar na rua. É melhor ir embora.” 👨 Edu vende pipoca na região central de Mogi das Cruzes desde a década de 1990 e diz que a receita sempre foi assim. “Casei em 1991 e logo em seguida fui ajudar meu sogro no carrinho de pipoca dele como auxiliar. Desde sempre fazemos com queijinho, amendoim e batata. E antes ainda era tudo feito à mão”, explicou. Carrinho de pipoca / Edu Pipocas Mogi das Cruzes g1 / Cauê Adamuz Ele lembra que, no início, o trabalho era intenso, porque todos os acompanhamentos eram preparados no mesmo dia. “Dava até calo na mão pra fazer tudo.” Hoje, Edu compra o queijo cortado, o amendoim torrado e a batata pronta. 🧀 E o tipo de queijo escolhido não é por acaso não, viu? O parmesão é usado por ser naturalmente mais duro e, ao ser frito, mantém o formato sem esfarelar ou derreter completamente, como aconteceria com outros queijos. Além disso, o manuseio desse ingrediente exige cuidado. Como o parmesão passa por um processo de cura com muito sal, o pipoqueiro precisa equilibrar o sabor da mistura. Queijo parmesão para pipoca João Carlos / Cauê Adamuz Para Edu, a pipoca é mais que um aperitivo gostoso para comer enquanto assiste um filme. Ela representa uma história de família que atravessa gerações. O pipoqueiro herdou o negócio do sogro, que vendeu pipoca nas ruas de Mogi das Cruzes por mais de 20 anos. “Meu sogro vendia pipoca desde muito tempo no antigo parque municipal. Na época, em 1976, ia para lá aos fins de semana com a kombi e ficava o dia inteiro. Com o tempo ele saiu do parque e veio vender na praça do Carmo.” Antigo Parque municipal de Mogi das cruzes Reprodução / Fotos Antigas Alto Tietê / Robson Shimizu Ele conta, que na época, a praça era um dos melhores pontos de venda da cidade. "A praça era como se fosse uma rodoviária. Até que meu sogro foi pegando com uma certa idade e não conseguia mais ficar muito tempo e vinha ajudar ele". Com a ajuda quase diária, Edu passou a gostar do trabalho. Depois de pouco mais de dois anos como auxiliar, comprou o primeiro carrinho e começou o seu próprio negócio. Mas a tradição da família com a pipoca é ainda mais antiga. "A mãe dele [do sogro] que passou o negócio para ele e um irmão, que não ficou no nosso ramo. Ela passou anos vendendo pipoca em frente ao Coronel Almeida [escola municipal]". Hoje, Edu mantém o legado com dois carrinhos que conquistou depois de estourar muito milho: um na Praça do Carmo, em Mogi das Cruzes, e outro usado para atender eventos. Pipoca com queijo e amendoim de Mogi das Cruzes g1 / Cauê Adamuz E delivery de pipoca você já viu? Para muita gente, a pipoca está associada aos carrinhos em frente ao teatro, ao cinema ou na saída da escola. Mas, para os pipoqueiros Genésio da Silveira e Marisa do Carmo, a história é um pouco diferente. Depois de mais de 20 anos com um carrinho em frente a uma universidade em Mogi das Cruzes, Genésio precisou buscar uma alternativa e passou a vender pipoca por delivery. “Trabalhei com carrinho em frente a faculdade por muito tempo. Em 2020, com a chegada da pandemia, parou tudo e a quarentena bateu na porta. Como tinha sobrado material, a gente resolveu fazer em casa e já estamos assim há 6 anos.” contou. O que seria uma solução provisória acabou virando o principal negócio do casal. Pipoqueiro Genésio e sua esposa Marisa do Carmo Arquivo pessoal / Marisa do Carmo “É mais prático e muito mais à vontade. A cozinha sempre está limpa e estouro a pipoca na medida que o pessoal vai pedindo, sem precisar ficar lá no ponto o dia inteiro. Eu faço a pipoca e minha esposa sai de carro para entregar, mas às vezes o pessoal vem buscar aqui em casa também” Genésio também ampliou as opções de acompanhamento. “Aqui sempre vendeu com queijo, amendoim e batata. Mas faz um tempinho que vendo com o bacon, fazia desde o carrinho. A tendência vai se modificando com a época e vamos nos adaptando.” explicou. Ele conta que é dificil alguém pedir pipoca sem os acompanhamentos. “O pedido é sempre completo, com tudo. Queijo, bacon, amendoim e batata. Mando em um saco plástico grande para render bem! ” "Tem gente que passa e pega pipoca até para ir no cinema, é mais barato e muito mais completo." Pipoca com queijo, amendoim, batata chips e bacon Reprodução / Marisa do Carmo Ramos Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê