Conceição Evaristo ‘rege’ último carro do Império Serrano Homenageada pelo Império Serrano no desfile deste ano, Conceição Evaristo definiu a apresentação da escola como uma “aula pública” . “É um prazer muito grande ver um texto literário criado a partir da experiência de uma mulher negra se tornar uma aula pública”, afirmou. A escritora veio no abre-alas, mas ficou na dispersão até o fim. “Eu estou numa expectativa imensa em relação a que posição a escola vai ficar”, contou. Para a escritora, o enredo transformado em desfile amplia o acesso à literatura. “O enredo, o desfile, é uma aula pública. Isso me faz muito pensar e cada vez mais desejar literatura como direito. A literatura, o livro, a escrita, tem que ser de pertença de todos, e acho que a escola está contribuindo com isso”, disse. O Império Serrano levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ponciá Evaristo — Flor do Mulungu”, que homenageia a autora mineira, referência da literatura negra brasileira e criadora do conceito de “escrevivências”, que une escrita e vivências de mulheres negras. A Verde e Branco de Madureira privilegiou tons dourados e terrosos para contar a trajetória da escritora. Conceição Evaristo veio no carro abre-alas. Havia uma cadeira reservada, mas em diversos momentos ela se levantou e acenou para o público, sempre cantando o samba-enredo. O hino foi um dos destaques do desfile e ganhou força no verso “A gente combinamos de não morrer”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Conceição Evaristo vem no abre-alas do Império Rafael Nascimento/g1 Trajetória entre Minas e Rio Questionada sobre o que sentiu ao ser ovacionada na Sapucaí, Conceição destacou a relação com o Rio de Janeiro, onde consolidou a carreira, e com Minas Gerais, estado onde nasceu. “É uma longa carreira. É um longo trajeto. Eu devo a minha vida profissional ao Rio de Janeiro, mas a minha base está em Minas”, afirmou. Ela falou sobre o movimento de migrantes que chegam à capital fluminense e sobre o impacto da cidade em sua trajetória. “Então, essa convergência ao Rio — as pessoas saem muitas vezes para cá, não só o mineiro, mas o nordestino também. O Rio me ensinou também a florir, na medida que eu vou assumindo a minha carreira profissional, vou me afirmando como professora, como escritora, como pesquisadora no Rio de Janeiro. Então o Rio também me ensinou a florir”, declarou. A escritora também destacou a presença de familiares no desfile. “Meu irmão tá aqui. Minha filha veio também, no último carro. Macaé Evaristo, que é ministra dos Direitos Humanos, é minha prima, tá aqui também”, disse. O Império Serrano apostou na literatura para emocionar a Sapucaí e exaltou em vida a autora, celebrando sua trajetória e o legado das “escrevivências” na cultura brasileira. Conceição Evaristo na dispersão do Império Rafael Nascimento/g1 Conceição Evaristo vem no abre-alas do Império Rafael Nascimento/g1
Conceição Evaristo exalta ‘aula pública’ do Império Serrano e se declara: ‘O Rio me ensinou a florir’
Escrito em 15/02/2026
Conceição Evaristo ‘rege’ último carro do Império Serrano Homenageada pelo Império Serrano no desfile deste ano, Conceição Evaristo definiu a apresentação da escola como uma “aula pública” . “É um prazer muito grande ver um texto literário criado a partir da experiência de uma mulher negra se tornar uma aula pública”, afirmou. A escritora veio no abre-alas, mas ficou na dispersão até o fim. “Eu estou numa expectativa imensa em relação a que posição a escola vai ficar”, contou. Para a escritora, o enredo transformado em desfile amplia o acesso à literatura. “O enredo, o desfile, é uma aula pública. Isso me faz muito pensar e cada vez mais desejar literatura como direito. A literatura, o livro, a escrita, tem que ser de pertença de todos, e acho que a escola está contribuindo com isso”, disse. O Império Serrano levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ponciá Evaristo — Flor do Mulungu”, que homenageia a autora mineira, referência da literatura negra brasileira e criadora do conceito de “escrevivências”, que une escrita e vivências de mulheres negras. A Verde e Branco de Madureira privilegiou tons dourados e terrosos para contar a trajetória da escritora. Conceição Evaristo veio no carro abre-alas. Havia uma cadeira reservada, mas em diversos momentos ela se levantou e acenou para o público, sempre cantando o samba-enredo. O hino foi um dos destaques do desfile e ganhou força no verso “A gente combinamos de não morrer”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Conceição Evaristo vem no abre-alas do Império Rafael Nascimento/g1 Trajetória entre Minas e Rio Questionada sobre o que sentiu ao ser ovacionada na Sapucaí, Conceição destacou a relação com o Rio de Janeiro, onde consolidou a carreira, e com Minas Gerais, estado onde nasceu. “É uma longa carreira. É um longo trajeto. Eu devo a minha vida profissional ao Rio de Janeiro, mas a minha base está em Minas”, afirmou. Ela falou sobre o movimento de migrantes que chegam à capital fluminense e sobre o impacto da cidade em sua trajetória. “Então, essa convergência ao Rio — as pessoas saem muitas vezes para cá, não só o mineiro, mas o nordestino também. O Rio me ensinou também a florir, na medida que eu vou assumindo a minha carreira profissional, vou me afirmando como professora, como escritora, como pesquisadora no Rio de Janeiro. Então o Rio também me ensinou a florir”, declarou. A escritora também destacou a presença de familiares no desfile. “Meu irmão tá aqui. Minha filha veio também, no último carro. Macaé Evaristo, que é ministra dos Direitos Humanos, é minha prima, tá aqui também”, disse. O Império Serrano apostou na literatura para emocionar a Sapucaí e exaltou em vida a autora, celebrando sua trajetória e o legado das “escrevivências” na cultura brasileira. Conceição Evaristo na dispersão do Império Rafael Nascimento/g1 Conceição Evaristo vem no abre-alas do Império Rafael Nascimento/g1