Animais silvestres não são pets: criação ilegal traz riscos à saúde e ao meio ambiente Manter animais silvestres em residências segue sendo uma prática comum na região oeste do Pará, mesmo sendo crime ambiental e um risco à saúde humana e à própria fauna. O alerta foi feito pelo capitão Jesus Pereira, chefe da primeira sessão da Companhia de Policiamento Ambiental (Cipamb), em Santarém. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Segundo o oficial, a principal causa ainda é cultural. Ele explicou que hábitos antigos de criação doméstica persistem e acabam gerando danos severos aos animais, como estresse, alimentação inadequada e mutilações para impedir fuga. Ao contextualizar o tema, o capitão afirmou que “isso prejudica tanto o animal quanto o ser humano”, destacando o potencial de transmissão de doenças e o sofrimento causado pelo confinamento. Entre os animais mais apreendidos na região estão curió, papagaio e jabuti. O comandante também chamou atenção para a gravidade do comércio ilegal, considerado mais sério do que a posse irregular. Ao comentar uma apreensão recente, ele relatou que “já eram cerca de 180 aves mantidas em gaiolas”, todas resgatadas com vida. Outro ponto ressaltado foi o risco de ataques, especialmente em casas com crianças. O capitão explicou que, mesmo domesticados, animais silvestres podem reagir de forma agressiva em situações de estresse, além de transmitirem bactérias por mordidas ou bicadas. capitão Jesus Pereira, chefe da primeira sessão da Companhia de Policiamento Ambiental (Cipamb) em entrevista no Bom Dia Tapajós Reprodução/TV Tapajós Sobre penalidades, a legislação prevê detenção de seis meses a um ano ou multa para quem mantém animal silvestre ilegalmente. Em casos de maus-tratos, a pena pode chegar a três anos, além de sanções financeiras. Ele também lembrou que quem compra animais ilegais responde por receptação. Como alternativa, a Cipamb reforça a entrega voluntária, que evita penalidades. Denúncias e pedidos de resgate devem ser feitos pelo 190, canal que aciona as equipes e garante o encaminhamento correto, como para o ZooUnama, parceiro no processo de reabilitação. A entrevista completa, com detalhes sobre legislação, exceções legais, riscos sanitários e procedimentos de resgate, está disponível em vídeo. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região
'Manter animal silvestre em casa é crime e traz riscos’, alerta comandante da Polícia Ambiental
Escrito em 06/02/2026
Animais silvestres não são pets: criação ilegal traz riscos à saúde e ao meio ambiente Manter animais silvestres em residências segue sendo uma prática comum na região oeste do Pará, mesmo sendo crime ambiental e um risco à saúde humana e à própria fauna. O alerta foi feito pelo capitão Jesus Pereira, chefe da primeira sessão da Companhia de Policiamento Ambiental (Cipamb), em Santarém. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Segundo o oficial, a principal causa ainda é cultural. Ele explicou que hábitos antigos de criação doméstica persistem e acabam gerando danos severos aos animais, como estresse, alimentação inadequada e mutilações para impedir fuga. Ao contextualizar o tema, o capitão afirmou que “isso prejudica tanto o animal quanto o ser humano”, destacando o potencial de transmissão de doenças e o sofrimento causado pelo confinamento. Entre os animais mais apreendidos na região estão curió, papagaio e jabuti. O comandante também chamou atenção para a gravidade do comércio ilegal, considerado mais sério do que a posse irregular. Ao comentar uma apreensão recente, ele relatou que “já eram cerca de 180 aves mantidas em gaiolas”, todas resgatadas com vida. Outro ponto ressaltado foi o risco de ataques, especialmente em casas com crianças. O capitão explicou que, mesmo domesticados, animais silvestres podem reagir de forma agressiva em situações de estresse, além de transmitirem bactérias por mordidas ou bicadas. capitão Jesus Pereira, chefe da primeira sessão da Companhia de Policiamento Ambiental (Cipamb) em entrevista no Bom Dia Tapajós Reprodução/TV Tapajós Sobre penalidades, a legislação prevê detenção de seis meses a um ano ou multa para quem mantém animal silvestre ilegalmente. Em casos de maus-tratos, a pena pode chegar a três anos, além de sanções financeiras. Ele também lembrou que quem compra animais ilegais responde por receptação. Como alternativa, a Cipamb reforça a entrega voluntária, que evita penalidades. Denúncias e pedidos de resgate devem ser feitos pelo 190, canal que aciona as equipes e garante o encaminhamento correto, como para o ZooUnama, parceiro no processo de reabilitação. A entrevista completa, com detalhes sobre legislação, exceções legais, riscos sanitários e procedimentos de resgate, está disponível em vídeo. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região