Surto de ebola preocupa o mundo Os Estados Unidos, o México e o Canadá anunciaram nesta quinta-feira (28), em um comunicado conjunto, medidas de saúde pública para viagens direcionadas a pessoas vindas de regiões africanas com maior risco de contágio pelo Ebola, com o objetivo de proteger cidadãos e visitantes durante a Copa do Mundo. "A saúde e a segurança de todas as pessoas na região continuam sendo nossa maior prioridade, enquanto damos as boas-vindas ao mundo na América do Norte", disseram em comunicado, que não detalhou as medidas combinadas. Na semana passada, Washington proibiu a entrada nos EUA de cidadãos não americanos que viajaram para a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nas últimas semanas e, na sexta-feira (22), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estendeu a proibição a portadores de green card que estiveram nesses países nos 21 dias anteriores. O Canadá proibiu a entrada no país de residentes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul por um período de 90 dias, que começou nesta quarta-feira (27). Quem não apresenta sintomas terá que ficar em quarentena por 21 dias a partir de 30 de maio, de acordo com um comunicado da agência de saúde pública do país. Já o México impôs na segunda-feira (25) medidas mais rigorosas de triagem contra o Ebola nos aeroportos, pedindo aos cidadãos para evitar viagens à República Democrática do Congo e a viajantes provenientes do país que cumpram uma quarentena de 21 dias. Mais cedo, nesta quinta, o governo de Donald Trump anunciou que negocia com o Quênia a criação de um centro de quarentena para cidadãos americanos expostos ao vírus Ebola durante o surto que atinge a República Democrática do Congo. A medida faz parte da estratégia adotada pelos EUA para evitar que pessoas potencialmente infectadas retornem imediatamente ao país. Segundo autoridades americanas ouvidas pela Reuters, os expostos ao vírus seriam monitorados em território queniano antes de serem autorizados a voltar para casa. Na quarta-feira (27), durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos pretendem impedir a entrada de casos da doença no país. "Não podemos e não vamos permitir que nenhum caso de Ebola entre nos Estados Unidos", disse. No dia 17 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Ebola na República Democrática do Congo como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e afirmou que havia um alto risco de propagação para os países vizinhos. Familiares de uma vítima do Ebola lamentam enquanto o caixão é levado para o sepultamento, no Hospital Sofepadi em Bunia, Congo. Moses Sawasawa / AP
Copa do Mundo: EUA, México e Canadá anunciam medidas de viagem para conter risco de contágio pelo Ebola
Escrito em 28/05/2026
Surto de ebola preocupa o mundo Os Estados Unidos, o México e o Canadá anunciaram nesta quinta-feira (28), em um comunicado conjunto, medidas de saúde pública para viagens direcionadas a pessoas vindas de regiões africanas com maior risco de contágio pelo Ebola, com o objetivo de proteger cidadãos e visitantes durante a Copa do Mundo. "A saúde e a segurança de todas as pessoas na região continuam sendo nossa maior prioridade, enquanto damos as boas-vindas ao mundo na América do Norte", disseram em comunicado, que não detalhou as medidas combinadas. Na semana passada, Washington proibiu a entrada nos EUA de cidadãos não americanos que viajaram para a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nas últimas semanas e, na sexta-feira (22), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estendeu a proibição a portadores de green card que estiveram nesses países nos 21 dias anteriores. O Canadá proibiu a entrada no país de residentes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul por um período de 90 dias, que começou nesta quarta-feira (27). Quem não apresenta sintomas terá que ficar em quarentena por 21 dias a partir de 30 de maio, de acordo com um comunicado da agência de saúde pública do país. Já o México impôs na segunda-feira (25) medidas mais rigorosas de triagem contra o Ebola nos aeroportos, pedindo aos cidadãos para evitar viagens à República Democrática do Congo e a viajantes provenientes do país que cumpram uma quarentena de 21 dias. Mais cedo, nesta quinta, o governo de Donald Trump anunciou que negocia com o Quênia a criação de um centro de quarentena para cidadãos americanos expostos ao vírus Ebola durante o surto que atinge a República Democrática do Congo. A medida faz parte da estratégia adotada pelos EUA para evitar que pessoas potencialmente infectadas retornem imediatamente ao país. Segundo autoridades americanas ouvidas pela Reuters, os expostos ao vírus seriam monitorados em território queniano antes de serem autorizados a voltar para casa. Na quarta-feira (27), durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos pretendem impedir a entrada de casos da doença no país. "Não podemos e não vamos permitir que nenhum caso de Ebola entre nos Estados Unidos", disse. No dia 17 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Ebola na República Democrática do Congo como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e afirmou que havia um alto risco de propagação para os países vizinhos. Familiares de uma vítima do Ebola lamentam enquanto o caixão é levado para o sepultamento, no Hospital Sofepadi em Bunia, Congo. Moses Sawasawa / AP