Pai e madrasta suspeitos da morte de menino de 3 anos são presos em Palmas

Escrito em 06/08/2026


Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas Reprodução/Redes Sociais O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, pai de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, e a madrasta da criança, Kathellen Moreira, foram presos na madrugada desta quinta-feira (6), em Palmas. A prisão ocorre um dia depois de a Polícia Civil pedir à Justiça a prisão preventiva do casal suspeito da morte do menino. O caso foi registrado na segunda-feira (3) depois que o pai procurou a polícia para comunicar o óbito do filho, afirmando que o menino tinha se afogado na piscina de casa. Entretanto, o laudo do IML apontou que não havia indícios de afogamento e concluiu que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual. O g1 procurou a defesa de Igor Gustavo e Kathellen Moreira, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Conforme apurado pela TV Anhanguera, os investigadores monitoravam os passos do casal e faziam campana no local onde eles estavam hospedados, na residência de um amigo de Igor, na quadra 407 Norte. Vizinhos perceberam uma movimentação considerada atípica e repassaram informações que ajudaram a equipe policial. Ao notarem a aproximação dos agentes, os investigados acionaram o advogado, que informou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que ambos se entregariam. Após passarem por procedimentos no Instituto Médico Legal (IML), o pai da criança foi encaminhado para o sistema prisional e a madrasta para a unidade prisional feminina. LEIA MAIS O que se sabe sobre o caso da criança encontrada morta dentro de casa em Palmas Laudo do IML confirma agressão contra criança de 3 anos encontrada morta em casa Tia homenageia menino de 3 anos encontrado morto em casa e desabafa: 'Sofreu muito' Agora no g1 Morte suspeita A defesa de Igor Gustavo afirma que o menino se afogou no domingo (2) na piscina de casa, mas foi socorrido na própria casa. Na manhã de segunda-feira (3), o pai teria encontrado a criança sem sinais vitais. A defesa alega que, abalado e desorientado, o pai deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à delegacia, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves da casa para os trabalhos da polícia e da perícia. O laudo pericial ao qual o g1 teve acesso afirma que a morte de Gustavo ocorreu com "crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões". A criança sofreu hemorragia interna e apresentava marcas de agressões pela face e laceração intestinal. Exames complementares para pesquisa de sêmen, álcool e drogas foram solicitados e serão incorporados posteriormente à investigação conduzida pela Polícia Civil. Igor Gustavo e Sabrina da Silva Feitosa, mãe do menino, não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Um vídeo gravado no fim de semana do crime mostra a criança se recusando a ir para a casa do pai. Nas imagens, ao ser questionado pela mãe sobre o motivo de não querer visitá-lo, a criança responde: "Porque ele me bate". Advogados de Sabrina da Silva Feitosa, mãe do menino, informaram à TV Anhanguera que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão. "Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento", disse a advogada Stella Bueno. Gustavo Veloso Feitosa de 3 anos foi encontrado morto em Palmas Reprodução/TV Anhanguera O pedido de prisão preventiva do pai e da madrasta foi protocolado na Justiça do Tocantins pelo delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde de quarta-feira (5). O diretor do IML, Eduardo Godinho, comentou que o estado em que a criança chegou ao IML é incomum. "Muita violência. Sinais de violência pela face, pelo intestino, internamente. Isso não é comum nos dias de hoje. Até agora, primeiro exame não tem indício nenhum de afogamento. Ali realmente foi outro tipo de trauma que levou à causa da morte", afirmou. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.