Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta "Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou". Foi com esse desabafo que Carlos Cabrera Crespo, irmão da Araceli, reagiu ao receber à notícia da morte de Dante de Brito Michelini, de 76 anos, um dos absolvidos pelo assassinato da menina, ocorrido em 1973. O corpo de Dante foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, em Guarapari , nesta terça-feira (3). A confirmação foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Dante foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país. Absolvido por assassinato de menina Araceli é encontrado decapitado e carbonizado no ES Para o irmão de Araceli, em conversa exclusiva com o g1, o crime ocorrido há quase 53 anos foi mal investigado e teve falhas básicas, como falta de perícia. "O que dizer? Um crime mal investigado onde não fizeram sequer, ao que me consta, perícia em vários locais. No carro dos suspeitos, onde supostamente minha irmã foi levada e dopada", disse. Carlos afirmou ainda que embora a Justiça tenha falhado para a família, agora fica um sentimento de "justiça divina". "A justiça dos homens falhou, mas eu sempre soube que a justiça divina tarda mas não falha. Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou. Deus deixou esta pessoa viver bastante tempo para ele sofrer na consciência dele o mal que ele fez. Se é que ele tinha consciência. Deus tarda mas não falha nunca. Tenha certeza disso". Em 2015, Carlos falou pela primeira vez sobre o crime com o g1. Relembre a reportagem: 'Todos os dias da minha vida eu me lembro dela', diz irmão de Araceli Morte de Dante A causa da morte de Dante de Brito Michelini ainda está sendo investigada e é tratada como homicídio pela Polícia Civil. A cabeça não havia sido localizada até a última atualização da reportagem. Apesar da confirmação feita por parte do familiar de Dante, a Polícia Civil afirmou que só poderá atestar tecnicamente a identidade da vítima após o resultado do exame de DNA. Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória. MAIS SOBRE O CASO: Araceli vive na memória de irmão: 'Todos os dias da vida, lembro dela' Relembre o caso Araceli: história da criança que foi raptada, drogada, estuprada e morta ainda é cercada de mistérios Cinco décadas após morte de Araceli, tecnologia poderia dar novo desfecho ao crime Dante de Barros Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo Arquivo/ TV Gazeta Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. "Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local", falou, na época. (assista mais abaixo) Irmão de Araceli Arquivo Pessoal/ Carlos Cabrera Crespo Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973. Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Dante Michelini nega envolvimento com a morte de Araceli Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos. Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000. Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil. Caso Araceli: 'Mancha vergonhosa na história do país', diz autora de livro sobre morte de menina há 50 anos no ES Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
EXCLUSIVO: 'Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou', diz irmão de Araceli após morte de absolvido por assassinato da menina
Escrito em 05/02/2026
Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta "Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou". Foi com esse desabafo que Carlos Cabrera Crespo, irmão da Araceli, reagiu ao receber à notícia da morte de Dante de Brito Michelini, de 76 anos, um dos absolvidos pelo assassinato da menina, ocorrido em 1973. O corpo de Dante foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, em Guarapari , nesta terça-feira (3). A confirmação foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Dante foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país. Absolvido por assassinato de menina Araceli é encontrado decapitado e carbonizado no ES Para o irmão de Araceli, em conversa exclusiva com o g1, o crime ocorrido há quase 53 anos foi mal investigado e teve falhas básicas, como falta de perícia. "O que dizer? Um crime mal investigado onde não fizeram sequer, ao que me consta, perícia em vários locais. No carro dos suspeitos, onde supostamente minha irmã foi levada e dopada", disse. Carlos afirmou ainda que embora a Justiça tenha falhado para a família, agora fica um sentimento de "justiça divina". "A justiça dos homens falhou, mas eu sempre soube que a justiça divina tarda mas não falha. Só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou. Deus deixou esta pessoa viver bastante tempo para ele sofrer na consciência dele o mal que ele fez. Se é que ele tinha consciência. Deus tarda mas não falha nunca. Tenha certeza disso". Em 2015, Carlos falou pela primeira vez sobre o crime com o g1. Relembre a reportagem: 'Todos os dias da minha vida eu me lembro dela', diz irmão de Araceli Morte de Dante A causa da morte de Dante de Brito Michelini ainda está sendo investigada e é tratada como homicídio pela Polícia Civil. A cabeça não havia sido localizada até a última atualização da reportagem. Apesar da confirmação feita por parte do familiar de Dante, a Polícia Civil afirmou que só poderá atestar tecnicamente a identidade da vítima após o resultado do exame de DNA. Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória. MAIS SOBRE O CASO: Araceli vive na memória de irmão: 'Todos os dias da vida, lembro dela' Relembre o caso Araceli: história da criança que foi raptada, drogada, estuprada e morta ainda é cercada de mistérios Cinco décadas após morte de Araceli, tecnologia poderia dar novo desfecho ao crime Dante de Barros Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo Arquivo/ TV Gazeta Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. "Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local", falou, na época. (assista mais abaixo) Irmão de Araceli Arquivo Pessoal/ Carlos Cabrera Crespo Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973. Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Dante Michelini nega envolvimento com a morte de Araceli Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos. Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000. Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil. Caso Araceli: 'Mancha vergonhosa na história do país', diz autora de livro sobre morte de menina há 50 anos no ES Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo